Arquivo de janeiro \27\UTC 2010

Síndrome de superioridade

“Superioridade”, uma palavra que pode até parecer um pouco arrogante. Mas uma palavra necessária no mundo da propaganda.

Há diversas formas de comunicar sobre superioridade de produto, na verdade, a imensa maioria das marcas busca mostrar-se superior de alguma forma, portanto O QUE AS DIFERENCIA NÃO É O DISCURSO EM SI MAS COMO CADA UMA O CONSTRÓI. No entanto, há algumas marcas que tem motivos tangíveis (e argumentos reais) de diferenciação de produto enquanto que outras não possuem nenhum diferencial claro.

O trabalho das marcas que possuem um diferencial tangível pode até parecer mais fácil, mas não é exatamente assim. Ter um simples diferencial não significa necessariamente ter relevância para o consumidor, é preciso extrapolar um simples dado de desempenho (as vezes até exagerá-lo) e mostrar como aquilo muda realmente muda a vida das pessoas comuns.

Por outro lado, as marcas que não possuem um diferencial claro e tangível precisam recorrer a outros recursos para afirmarem seu discurso de superioridade com convicção e relevância ao consumidor. Essas marcas são caracterizadas pelo envolvimento que criam com o consumidor através da criação de fatos ou narrativas sobre a história ou desempenho de seu produto.

Partindo dessas premissas podemos, talvez, parar de pensar em O QUE dizer e sim COMO dizer. Superioridade virou commodity. Quais os recursos argumentativos então? Que histórias contar? Como não ser pedante e não chamar nosso consumidor de idiota?

(Continua)

Prieto .



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