O assunto de hoje é macro. É sobre um mal que afeta toda a humanidade.
Nada de reflexões sobre o cliente, nem sobre a conturbada relação do planejamento com a criação. Vou falar de uma doença. Uma doença causada sabe-se lá pelo que, mas, além de trazer muitos problemas para o mundo, é também a principal responsável pela maioria das propagandas bunda mole que vemos por ai.
Suas primeiras vítimas foram, há muito tempo atrás, os pobres cachorrinhos que enfeitavam o painel de muitos carros. Você sabe quais são. Só que provavelmente nunca os viu saudáveis. São aqueles com o pescoço articulado que ficam te olhando enquanto você dirige, sempre fazendo um sinal de “sim” com a cabeça. Lembrou?
Uma doença altamente contagiosa, que afetou muitas pessoas e, embora eu não tenha números para provar, já se mostra presente em grande parte do mundo coorporativo.
Uma doença com sintoma único. Uma incontrolável contração dos músculos do pescoço que faz a cabeça das pessoas balançarem verticalmente, num constante e eterno sinal de “sim”. Felizmente, não mata, mas também não tem cura.
Cuidado. Ela pode estar naquele atendimento que só diz amém ao cliente. Naquele moleque da criação que sempre concorda com o seu diretor cinquentão. E até naquele planner que idolatra relatórios de tendências aí do seu lado.
Thot .
[Post originalente publicado no CHMKT, em 02/07/2010 ]
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